Só um brinquedo

Está-se a aproximar o Natal e já começo a ficar mais triste, porque para mim esta quadra é talvez  a época mais triste do ANO.
Começo a sentir a falta de pessoas muito importantes na minha vida, e que já partiram, e vejo que cada vez há mais pessoas com muitas dificuldades, muitos PAIS que não podem comprar aquele brinquedo que o seu filho viu e lhe pediu, e até mesmo aquele miminho para pôr na mesa na noite de Natal.
E então ai sobram as lágrimas, e cada vez há mais lágrimas a engrossar este  Rio da desilusão e da desgraça que é o nosso Pais, mas no meio disto tudo ainda há quem tenha tanto dinheiro que nem sabe quanto e que nem queira saber, porque tem quem se encarregue de o contar por Ele, e gastam milhares de euros só pelo prazer de gastar.
Vou ficar por aqui, porque não adianta nós lamentarmo-nos, e a pensar nestas coisas todas surgiu este soneto.
                                                          
 
Dêem um brinquedo
 
 
Longe vão os tempos, em que havia
Brilho nos olhares, das pessoas
Podia-se pensar, em coisas boas
Natal era motivo, de alegria
 
Nas longas Avenidas, tão vazias
Há milhares de luzes, a brilhar
Cintilam, para nos fazer lembrar
Que o Natal  devia ser, todos os dias
 
Vi ali em baixo, numa esquina
Á porta duma loja, de brinquedos
Alguém que parou, só para olhar
 
Aproximei-me e vi, uma menina
Limpando uma lágrima, com os dedos
Chorando por não ter , com  o que brincar
 
 
 
 
   M-I-P                             
 
 
publicado por linhaseletras às 23:25
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