Quarta-feira, 24 de Agosto De 2011
O tempo é das palavras Hoje é o tempo das palavrasAs que foram ditas e esquecidas,Agora recordadas e vividas, Lançadas ao vento e libertadas. Tanto sentimento amordaçado,Preso, acorrentado com grilhetas,Por fim libertado, conta em letras,O que foi um sonho destroçado. Querer fazer aquilo que saía,Do peito em labaredas a arder,E ter alguém por perto a deitar água. Ali eu sabia que morria,Algo que eu queria ver nascer,Por isso eu carrego tanta mágoa.
M-I-P
Domingo, 14 de Agosto De 2011
O tempo não pára Caem dos meus olhos gotas de água,Quando a partida se aproxima,Mas eu tento afastar bem lá para cima,Aquilo que me causa tanta mágoa. É a solidão que sinto agora,E me invade a alma até ao fundo,É saber que não mando neste mundo,E tudo o que se tem se vai embora. Esqueci quando fiz os meus projectos,Que tudo o que é pequeno vai crescer,E vai seguir seu rumo seu caminho. Pensei ter aqui sempre os meus netos,Bem perto de mim para eu puder,Sentir a sua alegria e o seu carinho
M-I-P