Domingo, 18 de Maio De 2008

Saudade sem nome

 
 
A noite passada tive um sonho, e desse sonho saiu este soneto.
Desculpem ser triste mas foi o que eu estava sentindo no momento, e não é ficção, é muito real.
 
 
                                             
 
 Saudade sem nome
                          
Debaixo do cipreste, a descansar
Embalada pelo som da "Natureza"
Pássaros chilreando, dão beleza
Como que a pedir, para não chorar
                               
Passa o tempo, mas a dor não passará
Embora misturada, com saudade
Meus olhos estão molhados, de verdade
Quando olho o vazio, onde não estás
                       
Eu ás vezes, nem quero acreditar
Que  o destino é tão  injusto, e  cruel
E maltrata, sem dó nem piedade
                            
Há momentos difíceis, de suportar
E a vida é amarga, como o fel
E no fim o que resta, é a saudade
 
 
 
 M-I-P                
sinto-me: Melancólica
publicado por linhaseletras às 21:45
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Pedras da rua

 

 
 
Hoje vou publicar umas quadras que fiz há mais de trinta anos.
 
Nessa altura as pedras do
 
chão eram a única coisa que os meus olhos viam, por isso lhe fiz estas quadras.
 
                        
As pedras que piso
                 
Se estas pedras algum dia
Algo de mim vão dizer
Eu juro que não sabia
Que entendiam meu sofrer
                     
Eu só ás pedras contava
Minha dor e amargura
Enquanto me desprezavas
E não me davas ternura
                      
Só as pedras compreendem
Aquilo que eu quero dizer
As pessoas não entendem
Nem sabem o que é sofrer
                       
Só nas pedras e no vento
Eu tenho amigos leais
Porque escutam meus lamentos
E compreendem meus ais
 
 
       M-I-P
 
 
                                    

 

 

publicado por linhaseletras às 00:33
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